segunda-feira, 25 de outubro de 2010

NOVELA: O BEM AMADO (1973)

O BEM-AMADO

Autoria: Dias Gomes
Supervisão: Daniel Filho
Direção: Régis Cardoso
Período de exibição: 22/01/1973 – 05/10/1973
Horário: 22h
Nº de capítulos: 178

Trama/ Personagens

- Primeira telenovela exibida a cores, O Bem-Amado foi uma adaptação de Dias Gomes para a sua peça teatral Odorico, o Bem-Amado, e os Mistérios do Amor e da Morte (1962). Sob o pretexto de narrar o cotidiano da população de uma cidade fictícia no litoral baiano, o autor satirizava, com humor e senso crítico, o Brasil da ditadura militar.

- O “bem-amado” em questão é Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo), dono de uma fazenda produtora de azeite de dendê e candidato a prefeito da cidade de Sucupira. Homem de posses, mas sem cultura, Odorico é corrupto, mau-caráter e demagogo. Apesar de tudo, é adorado pelos eleitores e exerce fascínio sobre as mulheres, especialmente as mal-amadas.

- Graças à interpretação antológica de Paulo Gracindo, Odorico Paraguaçu conquistou o público. O personagem usava e abusava de uma retórica vazia, repleta de palavras pomposas e neologismos malucos. O próprio ator inventou várias das expressões sem pé nem cabeça que o personagem proferia sempre em tom de discurso. O jeito como Odorico abreviava conversas e raciocínios – “Botando de lado os entretantos e partindo pros finalmentes” –, os eufemismos que usava – “os cachacistas juramentados”, “a imprensa escrita, falada e televisada”, “as donzelas praticantes” –, e os peculiares advérbios que despejava em cada frase – “Deverasmente”, “Pra frentemente!”, “Pra trasmente!” – caíram no gosto popular e entraram para o folclore nacional.

- Sucupira não tem onde enterrar os seus mortos, tendo que recorrer às cidades vizinhas, a três léguas de distância. Com o slogan “Vote em um homem sério e ganhe um cemitério”, Odorico Paraguaçu se elege prefeito, prometendo realizar a obra que devolverá a dignidade ao povo. “O grande entretanto” – como diria o prefeito – é que, uma vez concluídas as obras, ninguém mais morre na cidadezinha. A situação deixa Odorico furioso. Sem defunto, não é possível inaugurar o cemitério, coroando de êxito sua administração. Mas, se ninguém morre, não há defunto, já que “o falecimento é condição sine qua non do estado defuntício”, nas palavras de Odorico.

- O prefeito atribui a responsabilidade pela boa saúde dos cidadãos sucupiranos ao trabalho do recém-chegado e competente médico Juarez Leão (Jardel Filho), e chega a considerar a possibilidade de ter um “coloquiamento apelatório catequizante” com o rapaz. Quando descobre que o médico está apaixonado por sua filha Telma (Sandra Bréa), fica furioso e o inclui em sua lista de inimigos, da qual já fazem parte o Vigário (Rogério Fróes), a corajosa delegada Donana Medrado (Zilka Sallaberry) e Neco Pedreira (Carlos Eduardo Dolabella), dono do jornal local A Trombeta; todos ferrenhos opositores de sua administração corrupta.

- Enquanto duela com o padre, o delegado, o médico e o jornalista, Odorico se desdobra em armações para que alguém morra e ele possa, enfim, inaugurar o cemitério e se fortalecer no poder. Suas maiores aliadas são as irmãs Cajazeiras: Dorotéia (Ida Gomes), recalcada e geniosa; Dulcinéia (Dorinha Duval), de temperamento romântico e submissa; e Judicéia (Dirce Migliaccio), a mais nervosa . As três são solteironas hipócritas e sexualmente reprimidas, que ajudam o prefeito em suas tramóias. Seduzidas por promessas de casamento, cada uma delas mantém relacionamentos amorosos com ele, sem desconfiarem umas das outras.

- Dulcinéia Cajazeira namora Dirceu Borboleta (Emiliano Queiroz), o secretário pessoal de Odorico, que é tão tímido que parece que jamais deixará sua coleção de borboletas para se casar com a moça. Mais tarde, a moça engravida de Odorico, e se casa com Dirceu, que acredita ser o pai da criança. Trata-se de um rapaz ingênuo, que alterna ataques de fúria com momentos de mansidão. Trabalha na prefeitura e dedica fidelidade canina a Odorico, a quem ama como a um pai, embora seja tratado como um capacho.

- Tímido, gago, desastrado, com um modo estranho de andar e um jeito nervoso de retorcer as mãos e os joelhos, Dirceu Borboleta tornou-se um marco na carreira de Emiliano Queiroz. O ator conta que foi desenvolvendo as idiossincrasias do personagem ao longo da novela. Ao notar, por exemplo, que tinha uma tendência a andar com as pernas ligeiramente curvadas para dentro, exagerou o maneirismo e inventou o andar esquisito de Dirceu. Também soube tirar vantagem da novidade da imagem a cores: descobriu que podia fazer Dirceu ficar vermelho de raiva durante os acessos de fúria se pressionasse a garganta por alguns instantes antes de entrar em cena.

- Odorico se envolve ainda com o casal de trambiqueiros Jairo Portela (Gracindo Jr.) e Adalgisa (Mária Cláudia), que chegam a Sucupira para tentar aplicar um conto do vigário. Jairo se aproxima de Odorico se oferecendo para administrar a atividade de pesca na cidade. O prefeito acaba fascinado com Adalgisa, uma mulher jovem, bonita e charmosa, e se envolve com ela. Mais tarde, ela o troca pelo filho, Cecéu (João Paulo Ardour) e, em seguida, volta para Jairo, que termina preso por estelionato.

- Depois de várias aventuras e artimanhas, Odorico Paraguaçu começa a se enfraquecer politicamente, o que torna a inauguração do cemitério ainda mais urgente. Porém, nenhum falecimento ocorrera na cidade, apesar do esforço do farmacêutico Libório (Arnaldo Weiss), que vive tentando cometer suicídio, mas sempre escapa ileso, para o seu desgosto profundo. Cansado de esperar, Odorico decide tomar providências. Aproveitando a volta à cidade do temido bandido Zeca Diabo (Lima Duarte), se aproxima dele e lhe encomenda um cadáver.

- Zeca Diabo – cujo nome de batismo é Tranquilino – é, na verdade, um homem bom, cheio de impulsos generosos, temente ao seu “Santo Padim Pade Ciço Romão Batista”. Sem instrução e ingênuo, ele foi condenado por um homicídio que não cometeu e passou anos encarcerado. Por força dessas circunstâncias, acabou se transformando em um matador, mas se orgulha de jamais ter despachado alguém que não tivesse antes tentado lhe matar. Dorotéia Cajazeira percebe o lado terno do bandido e se apaixona por ele, oferecendo-se até para ensiná-lo a ler. Ele se dedica de corpo e alma, porque sonha um dia ser um homem educado e honesto.

- Zeca Diabo tem respeito por Odorico e o considera um protetor. Durante um tempo, ele se esforça para cumprir o trabalho para o qual foi contratado, mas todas as suas tentativas de providenciar o primeiro defunto para o cemitério fracassam. Como último recurso, Odorico manda importar da capital um primo das Irmãs Cajazeiras que havia morrido de pneumonia, para ser enterrado em Sucupira. O problema da inauguração do cemitério parece estar resolvido quando, de súbito, explode o “Sucupiragate”.

- Incorporando um fato da atualidade ao enredo da novela, Dias Gomes recriou em Sucupira o escândalo Watergate, que ocorrera naquele ano nos Estados Unidos. Odorico convence Dirceu Borboleta a instalar um microfone no confessionário da igreja para descobrir os segredos de seus inimigos. Assim, o prefeito tem acesso a várias histórias picantes e tragicômicas ocorridas na cidadezinha. Porém, durante a escuta, Dirceu Borboleta acaba ouvindo as confissões de Dulcinéia e descobre quem é o verdadeiro pai do seu filho. Transtornado, Dirceu estrangula a esposa e é preso. O plano de Odorico é descoberto, e Neco Pedreira publica na primeira página: “Espionagem no confessionário”. As gravações se tornam públicas e a crise se estabelece. O prefeito não consegue sequer aproveitar a crise para inaugurar o cemitério com o enterro de Dulcinéia. As irmãs Cajazeiras enviam o corpo para um jazigo de família em outra cidade.

- O escândalo enfraquece politicamente Odorico Paraguaçu. Todo o povo de Sucupira está contra ele, e a oposição – com Donana Medrado e Neco Pedreira à frente – tenta conseguir o seu impeachment. Desesperado, ele conta apenas com a ajuda de Dorotéia e Juju Cajazeira que, embora o considerem culpado da morte da irmã, ficam do seu lado para que Donana Medrado – de quem são inimigas mortais – não ganhe o jogo político.

- Dorotéia sugere a Odorico que sua única chance de recuperar o amor de todos é simular um atentado brutal contra si mesmo, jogar a culpa na oposição e passar de réu à vítima. Odorico combina, então, com Zeca Diabo – que a essa altura, já havia decidido desistir da profissão e jurado nunca mais matar ninguém – que o ex-matador o visitaria na prefeitura, após o expediente. Os dois fingiriam uma briga, dariam tiros para o alto, e depois o bandido fugiria da cidade, fazendo com que todos acreditassem que o prefeito quase morrera. Zeca Diabo aceita o acordo, como uma última prova da estima que sente por Odorico.

- O plano, porém, não dá certo. Lulu Gouvêia (Lutero Luiz), coronel inimigo de Odorico Paraguaçu, envia a Zeca Diabo um jornal da capital, com uma notícia sublinhada em vermelho. O bandido, que havia aprendido a ler, decifra com cuidado o texto e descobre que o responsável pela falsa acusação que o enfiara na cadeia havia sido ninguém menos do que Odorico, interessado em capitalizar politicamente a sua prisão.

- No capítulo final, Zeca Diabo vai até o gabinete do prefeito e o mata com três tiros . Nos seus últimos suspiros, cercado por Adalgisa e Dorotéia Cajazeira, que chegaram à prefeitura pouco depois dos tiros, Odorico faz questão de tentar salvar sua imagem e diz que sua morte havia sido coisa da oposição: “Interesses antipatrióticos... Uma trama internacional... Uma superpotência... Materiais atômicos... Eles querem Sucupira! Querem dominar o mundo...”

- Zeca Diabo se despede da família e parte de Sucupira. O cemitério da cidade é, finalmente, inaugurado, e Odorico é o primeiro a ser enterrado, com discurso de Lulu Gouvêia: “Adeus, Odorico, o grande, o pacificador, o desbravador, o honesto, o bravo, o leal, o magnífico...”

- O Bem-Amado teve ainda outro personagem antológico: o pescador Zelão das Asas (Milton Gonçalves). Desde que escapou com vida de um temporal, ele prometeu a Bom Jesus dos Navegantes que, em agradecimento, um dia iria voar até as alturas para provar que tinha fé. Durante toda a novela, Zelão construiu vários pares de asas feitos com pano e diversos tipos de metal e madeira tentando alçar vôo, sem sucesso.

- Na cena final, Zelão sobe no alto da torre da igreja. A imagem congela e a voz de um narrador diz: “Aqui, a nossa história pára, pois tudo o que sabemos daí em diante é de ouvir contar. Não é que a gente não acredite, pois caso um dia você vá a Sucupira vai ver que lá ninguém duvida.” A cena volta a ganhar movimento. Zelão faz o sinal da cruz e, diante dos rostos pasmos dos moradores de Sucupira, se atira do alto da igreja. Todos murmuram entre si que ele está voando, e uma tomada do alto mostra o ponto de vista de Zelão planando sobre a praça. A voz do narrador, então, retorna: “E Zelão vôou. Se você duvida, é um homem sem fé” .



Produção:

 
 

- Primeira novela a cores transmitida no Brasil, O Bem-Amado representou uma experiência totalmente nova para a equipe técnica, que encontrou dificuldades até se adaptar aos novos equipamentos e dominar a nova linguagem. Algumas cenas precisaram ser repetidas várias vezes até que o resultado fosse aprovado pelo diretor Régis Cardoso. A equipe foi aprendendo, aos poucos, coisas de que nem suspeitavam como, por exemplo, o fato de que as cenas de interior não podiam ser gravadas logo depois das externas, por causa da diferença de luz.

- A atriz Ida Gomes conta que a cor branca das suas pernas costumava saturar no vídeo. Até que isso fosse contornado, Dorotéia Cajazeiras precisava não se mover muito durante as cenas e as pernas da atriz eram sempre maquiadas. Emiliano Queiroz também teve que tomar cuidados especiais, como deixar de usar seus próprios óculos, porque o reflexo das lentes “rasgava” a imagem.

- Os cenários de Paulo Dunlop alternavam cores fortes com tons mais suaves. O mesmo acontecia com os figurinos de Carlos Gil. Com a exceção do núcleo mais sério – em que os personagens usavam peças simples e em tom pastel –, o visual dos outros personagens era extravagante e colorido. As irmãs Cajazeiras usavam figurinos caricatos, com chapéus excêntricos. Paulo Gracindo disse que, embora Odorico Paraguaçu tivesse peças bastante discretas no guarda-roupa, chegou a subir ao palaque de Sucupira envergando um terno de cetim verde e uma cintilante camisa cor-de-rosa. Gracindo Jr. conta que, para viver o vigarista Jairo, teve os cabelos tingidos de laranja.

- Para compor o seu personagem, Lima Duarte decidiu criar o seu próprio figurino: comprou um terno em uma tinturaria próxima à Estação da Luz, em São Paulo, aonde alguns imigrantes nordestinos levavam suas roupas, sem que tivessem dinheiro para recuperá-las depois.

- Todas as cenas externas de O bem-amado foram gravadas em Sepetiba, no Rio de Janeiro.

Curiosidades:

- A peça que deu origem a O bem-amado foi escrita por Dias Gomes em 1961 por encomenda de Flávio Rangel, que dirigia o Teatro Brasileiro de Comédia, na época. Baseando-se em um fato ocorrido numa pequena localidade no Espírito Santo – um candidato à prefeitura fora eleito prometendo construir um cemitério –, o autor escreveu a peça apressadamente e ficou insatisfeito com o resultado. Odorico, o Bem-Amado, e os Mistérios do Amor e da Morte não foi montada na ocasião e só chegou ao público dois anos depois, publicada pela revista Cláudia. Em 1969, a peça foi encenada pelo Teatro Amador de Pernambuco. Em 1970, estreou no Rio de Janeiro, em uma montagem de Gianni Rato, com Procópio Ferreira no papel de Odorico Paraguaçu. Para a televisão, o autor desenvolveu mais os personagens e criou novos, como Juarez Leão, Donana Medrado e Zelão das Asas.

- Paulo Gracindo considerava Odorico Paraguaçu o seu melhor personagem. Em entrevista a O Globo em 1993, o ator declarou que Odorico era um sucesso tão grande que os prefeitos de todas as cidades que visitou, durante e depois da novela, queriam tirar fotos ao seu lado.

- Lima Duarte havia sido contratado pela TV Globo em 1972 para dirigir O bofe, reeditando a parceria vitoriosa com Bráulio Pedroso, com quem trabalhara em Beto Rockfeller (1969), sucesso da TV Tupi. Entretanto, O Bofe não teve o retorno esperado, e o ator estava já no fim do seu contrato com a emissora, quando foi escalado para fazer um pequeno papel em O Bem-Amado. O personagem, que tinha importância modesta na peça original de Dias Gomes, acabou crescendo e permaneceu até o final da trama, tornando-se um dos seus papéis mais memoráveis na televisão.

- Sandra Bréa estreou em telenovelas em O Bem-Amado.

- Em julho de 1973, a Censura Federal proibiu que as palavras “coronel” fossem pronunciadas em O bem-amado. “Coronel” era a forma como alguns personagens – especialmente Zeca Diabo – tratavam o prefeito Odorico Paraguaçu. Os militares achavam que Dias Gomes se referia a um coronel de patente militar, quando, na verdade, ele fazia alusão aos “coronéis” do sertão da Bahia: políticos e fazendeiros que usavam sua influência para exercer poder sobre a população. A produção da novela foi obrigada a cortar a palavra de vários capítulos. A censura também implicou com as palavras “capitão” – forma como Odorico se referia a Zeca Diabo –, “ódio” e “vingança”, obrigando a equipe de produção a apagar o áudio de vários capítulos que já haviam sido gravados.

- O Bem-Amado foi a primeira produção da TV Globo a ser exportada e abriu o mercado estrangeiro para os produtos nacionais. Até então, apenas textos eram comercializados. O diretor Paulo Ubiratan reeditou os 178 capítulos originais, e a novela foi exibida com 223 capítulos pela emissora Televisa, do México, em 1975. Foi um sucesso, e Paulo Gracindo ganhou, no mesmo ano, um prêmio no México. O Bem-Amado foi vendida para vários outros países da América Latina e Estados Unidos, por intermédio da Spanish International Network. A novela também foi exibida na Nicarágaua, no Peru e em Portugal.

- Uma versão de O Bem-Amado – com 60 capítulos –, reeditada por Paulo Ubiratan, foi ao ar entre janeiro e junho de 1977.

- O enorme sucesso de O Bem-Amado gerou um seriado com o mesmo nome, que estreou em 1980, com a ressureição do prefeito Odorico Paraguaçu, e permaneceu cinco anos no ar.

- O antológico Dirceu Borboleta voltou à televisão em 1990 como um dos integrantes da Escolinha do Professor Raimundo, de Chico Anysio.

Trilha sonora:

- O Bem-Amado teve trilha sonora com 11 canções de Toquinho e Vinicius de Moraes, compostas especialmente para a novela. Entre elas estavam Meu Pai Oxalá, gravada por Toquinho e Vinicius; Um Pouco Mais de Consideração, interpretada por Toquinho; Quem És, na voz de Nora Ney; e Se o Amor Quiser Voltar, em duas versões: uma com a interpretação de Maria Creusa e outra, instrumental, executada pela Orquestra Som Livre.

- A música da abertura da novela foi O Bem-Amado, interpretada pelo coral da Som Livre. A música original era Paiol de Pólvora, na voz de Toquinho e Vinicius, mas esta foi proibida pela censura, devido ao verso: “Estamos sentados em um paiol de pólvora”.




NACIONAL

1."Paiol de Pólvora" - Toquinho e Vinícius de Moraes

2."Patota de Ipanema" - Maria Creusa

3."Veja Você" - Toquinho e Maria Creusa

4."Cotidiano N° 2" - Toquinho e Vinícius de Moraes

5."O Bem Amado" - Coral Som Livre

6."Meu Pai Oxalá" - Toquinho e Vinícius de Moraes

7."Se o Amor Quiser Voltar" - Maria Creusa

8."Um Pouco Mais de Consideração" - Toquinho

9."Quem És?" - Nora Ney

10."Se o Amor Quiser Voltar" - Orquestra Som Livre

11."No Colo da Serra" - Toquinho e Vinícius de Moraes

INTERNACOINAL
1."Also Sprach Zarathustra" - Eumir Deodato

2."Fleur de Lune" - Françoise Hardy

3."Listen" - Paul Bryan

4."Masterpiece" - The Temptations

5."I've Been Around" - Nathan Jones Group

6."Poor Devil" - Free Sound Orchestra

7."Dancing In The Moonlight" - David Jones

8."Shine Shine" - David Hill

9."Harmony" - Ben Thomas

10."Take Time To Love Me" - The John Wagner Coalition

11."Dancing To Your Music" - Archie Bell & The Drells

12."I Could Never Imagine" - Chrystian

13."Give Me Your Love" - The Sister Love

14."Daddy's Home" - Jermaine Jackson




ELENCO

Paulo Gracindo - Odorico Paraguaçu
Lima Duarte - Zeca Diabo (José Tranquilino da Conceição)
Emiliano Queiroz - Dirceu Borboleta (Dirceu Fonseca)
Ida Gomes - Doroteia Cajazeira
Dorinha Duval - Dulcineia Cajazeira
Dirce Migliaccio - Judiceia Cajazeira
Jardel Filho - Dr. Juarez Leão
Samuel Bertoldo - Amigo de Odorico Paraguaçu
Rainer Wendell Oliveira - Amigo de Odorico Paraguaçu
Sandra Bréa - Telma Paraguaçu
Zilka Salaberry - Donana Medrado
Carlos Eduardo Dolabella - Neco Pedreira
Lutero Luiz - Lulu Gouveia
Milton Gonçalves - Zelão das Asas
Gracindo Jr. - Jairo Portela
Maria Cláudia - Gisa
Dilma Lóes - Anita Medrado
João Paulo Adour - Cecéu Paraguaçu
Rogério Fróes - Vigário
Ruth de Souza - Chiquinha do Parto
Ana Ariel - Zora Paraguaçu
Angelito Mello - Mestre Ambrósio
João Carlos Barroso - Eustórgio
Arnaldo Weiss - Libório
Wilson Aguiar - Nezinho do Jegue
Antônio Carlos Ganzarolli - Tião Moleza
Ferreira Leite - Joca Medrado
Augusto Olímpio - Cabo Ananias
Apolo Corrêa - Maestro Sabiá
Juan Daniel - Dom Pepito
Suzy Arruda - Florzinha
Isolda Cresta - Nancy
Guiomar Gonçalves - Maria da Penha
André Valli - Ernesto Cajazeira
Nanai - Demerval Barbeiro
Jorge Botelho - Nadinho
Teresa Cristina Arnaud - Mariana
Auriceia Araújo - Mãe de Zeca Diabo
Júlio César - Isaque

Participações especiais

Álvaro Aguiar - Coronel Hilário Cajazeira
Rafael de Carvalho - Coronel Emiliano Medrado

 
 
fonte: memoria globo

Um comentário:

  1. foi a melhor novela que vi nas telinhas da globo dias gomes e janete sabia fazer novelas

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