domingo, 3 de outubro de 2010

NOVELA: O GRITO (1975/76)

Autoria: Jorge Andrade
Direção: Walter Avancini
Co-direção: Roberto Talma e Gonzaga Blota
Período de exibição: 27/10/1975 – 30/04/1976
Horário: 22h00
Nº de capítulos: 125

A novela retrata a vida em uma grande metrópole e as neuroses e angústias do homem moderno, a partir dos conflitos entre os habitantes de um edifício de São Paulo. Localizado no centro da cidade, em um terreno que no passado abrigava a mansão de uma família de paulistas quatrocentões, o Edifício Paraíso, de onze andares, foi projetado para ser um exemplo de requinte e sofisticação acessível apenas à elite: dois apartamentos por andar e piscina na cobertura. Durante sua construção, foi inaugurado o Elevado Costa e Silva, o famigerado “Minhocão”, viaduto que ultrapassava a altura dos dois primeiros andares do prédio. Para atenuar os prejuízos da desvalorização do imóvel, Edgard (Leonardo Villar), o proprietário, determina que a planta original seja alterada e os andares inferiores, divididos em apartamentos de quarto-e-sala. Assim, na cobertura, há um amplo e luxuoso duplex ocupado por Edgard e sua esposa Mafalda (Maria Fernanda); abaixo deles, apartamentos de três quartos do 9º ao 3º andar, e 12 pequenos apartamentos nos dois andares inferiores, muitos alugados, outros vazios. Como resultado, o edifício se tornou uma espécie de pirâmide social, em que os ricos ocupam a posição superior e outros moradores, com situações financeiras entre modestas e precárias, se distribuem ao longo do prédio.

O relacionamento entre os habitantes de classes sociais estanques no mesmo prédio é limitado. Os moradores do Edifício Paraíso têm em comum apenas sua cota de dramas pessoais e o total desinteresse em se relacionar com o próximo. Entre outros habitantes do prédio, estão o antropólogo Gilberto (Walmor Chagas) e sua mulher, a pintora Lúcia (Isabel Ribeiro); o síndico Otávio (Edson França), um homem preconceituoso e intolerante; a atriz decadente Débora (Teresa Rachel); Carmem (Yara Cortes), uma viúva religiosa e severa; a prostituta Kátia (Yoná Magalhães), uma das sobreviventes do incêndio que destruiu o edifício Joelma, em 1974; a estudante de comunicação Marina (Françoise Fourton) e seu namorado, Rogério (João Paulo Adour); Agenor (Rubens de Falco), um jovem bancário que tenta esconder dos seus pais, Branca (Ida Gomes) e Sebastião (Castro Gonzaga), a sua homossexualidade; e a ex-freira Marta (Glória Menezes), mãe de Paulinho (Marcos Andreas), um menino de 11 anos, deficiente mental.

Paulinho torna-se o pivô do conflito que movimenta a trama. Ele emite gritos angustiados durante a madrugada, tão alto que é ouvido por todos os vizinhos. O grito de Paulinho obriga os moradores a deixar de se ocupar apenas com seus problemas pessoais para tomar consciência da dor alheia, o que incomoda muitos deles. Um grupo decide se organizar para expulsar mãe e filho do prédio. Estabelece-se então uma tensão entre eles e os poucos moradores que se colocam ao lado de Marta e Paulinho. Marta resiste bravamente à pressão dos vizinhos e a cada reunião do condomínio ganha mais aliados.
Em certo momento da trama, o interceptador do prédio desaparece misteriosamente. Como o aparelho permite que as ligações telefônicas sejam monitoradas, se instala um clima de paranóia e desconfiança por parte de todos. Vários moradores acabam por denunciar pequenos delitos e desvios uns aos outros. Os dramas de cada um vão se tornando cada vez mais visíveis. Nos capítulos finais da novela, Estela (Lídia Brondi), filha de Edgard e Mafalda, é sequestrada, e Paulinho adoece gravemente. Esses dois fatos, somados ao roubo do interceptador, contribuem para que os vizinhos se unam cada vez mais e passem a ser mais tolerantes entre si.

O detetive Sérgio (Ney Latorraca), policial encarregado do sequestro de Estela, desvenda o crime graças ao auxílio do ladrão do interceptador. Este lhe entrega o aparelho e relata uma conversa que ouviu entre os sequestradores e Edgard. Assim, Sérgio resgata Estela e mata o sequestrador. O detetive, no entanto, se recusa a revelar para os moradores do prédio o nome do ladrão do interceptador.

No capítulo final de O grito, há uma reunião entre todos os condôminos, durante a qual vários personagens assumem a autoria do roubo do interceptador, por diferentes razões. Marta diz que roubou o aparelho para levar os vizinhos a pensar que agora alguém ouvia todos os “gritos” deles, tão incômodos quanto os do filho dela. Gilberto diz que queria ajudar Marta e ter a chance de estudar, como antropólogo, o comportamento dos vizinhos. Otávio diz que queria impedir que o prédio ficasse desvalorizado com a polêmica em torno de Marta e Paulinho e por isso cometeu o roubo, para depois incriminar a vizinha. De todos os presentes na reunião, apenas Sérgio sabe a real identidade do ladrão, mas ele decide encerrar o inquérito sem processá-lo argumentando que ele acabou prestando um grande serviço a todos ao ajudar a resgatar a filha de Edgard.

No meio da reunião, Marta é avisada de que Paulinho morrera durante o sono. Todos os moradores se unem para providenciar o velório e a cremação do menino. Durante a cerimônia, cada um deles relembra a própria infância e se arrepende dos seus atos.


Marta decide espalhar as cinzas do filho por todos os bairros em que viveu e foi expulsa durante os anos. Na cena final, ela sobrevoa São Paulo de helicóptero, atirando punhados de cinzas sobre a cidade. Gritos idênticos aos de Paulinho são ouvidos enquanto a câmera passeia por sobre os prédios. Na tela, surgem as palavras: “E a semente vai germinar, brotar, crescer, florescer e dar frutos”.


CURIOSIDADES

O grito gerou reações extremas e muita controvérsia. Os moradores de um edifício em Ipanema, no Rio, aparentemente se deixaram influenciar pela novela e tentaram expulsar uma criança excepcional, ato que revoltou o autor Jorge Andrade. Também houve quem achasse que a novela era uma crítica direta à cidade de São Paulo. No Congresso Nacional, o então deputado federal Aurélio Campos chegou a se pronunciar contra o que chamou de “distorção da imagem de São Paulo”. Como resposta, Jorge Andrade argumentou que a trama poderia ser ambientada em qualquer grande cidade do mundo, mas que São Paulo era um tema recorrente em sua obra. Para ele, a novela era uma reportagem que mostrava a faceta “dura, fechada, fria” da cidade.

A novela foi o primeiro trabalho da atriz Lídia Brondi, ainda adolescente, na TV Globo.

ELENCO

 Antônio ganzarolli (Investigador), Carmem Alvarez, Carmem Monegal (Cleide), Castro Gonzaga (Sebastião), Chica Xavier (Lázara), Cosme dos Santos (Jairo), Edson França (Otávio), Elizabeth Savalla (Pillar), Eloísa Mafalda (Socorro), Ester Mellinger (Dolores), Flávio Migliaccio (Oswaldo), Françoise Forton (Marina), Glória Menezes (Marta), Guto Franco (Guilherme), Heloísa Raso (Arlete), Ida Gomes (Branca), Isabel Ribeiro (Lúcia), Jacira Silva (Nair), João Paulo Adour (Rogério), Lajar Muzuris, Leonardo Villar (Edgard), Lídia Brondo (Estela), Lourdes Mayer (Olímpia), Marcos Andréas (Paulinho), Marcos Paulo (Orlando), Maria das Graças (Jacira), Maria Fernanda (Mafalda), Midori tange (Midori), Míriam Fischer, Ney Latorraca (Sérgio), Otávio Augusto (Henrique), Paulo Gonçalves (Caio), Pepa Ruiz (Maria), Reginna Viana (Dorotéia), Reginaldo Vieira, Ricardo Garcia (Bento), Roberto Pirillo (Mário), Rubens de falco (Agenor), Ruth de Souza (Albertina), Sebastião Vasconcelos (Francisco), Suely Franco (Laís), Tereza Rachel (Débora), Tonico Pereira (Homem), Tony Ferreira (Grandalhão), Walmor Chagas (Gilberto), Yara Cortes (Carmem), Yoná Magalhães (Kátia), Ziembinski (Professor).



TRAMA PRINCIPAL


- O Grito retrata as neuroses de uma metrópole a partir dos conflitos entre os moradores de um edifício. A novela é ambientada na cidade de São Paulo, no Edifício Paraíso, construído no terreno de uma família quatrocentona cujos remanescentes – Edgard (Leonardo Villar) e Mafalda (Maria Fernanda) – moram na cobertura. A planta original do prédio é alterada por conta da construção do elevado Costa e Silva, o Minhocão, viaduto que ultrapassava a altura dos dois primeiros andares do edifício. Para atenuar os prejuízos da desvalorização do imóvel, Edgard determina que os andares inferiores sejam divididos em apartamentos de quarto-e-sala. Como resultado, o edifício passa a ser habitado por diferentes classes sociais.

- Os moradores, com seus dramas pessoais, são indiferentes aos problemas uns dos outros, até que Paulinho (Marcos Andreas), filho da ex-freira Marta (Glória Menezes), um menino com deficiência mental que grita nas madrugadas, torna-se o pivô de um conflito. Os moradores se dividem entre expulsar ou não mãe e filho do prédio e o debate acaba por aproximar todos.


- Em certo momento da trama, o interceptador do prédio desaparece misteriosamente. Como o aparelho permite que as ligações telefônicas sejam monitoradas, se instala um clima de paranoia e desconfiança por parte de todos. Vários moradores acabam por denunciar pequenos delitos e desvios uns aos outros. Os dramas de cada um vão se tornando cada vez mais visíveis.

- Já nos capítulos finais da novela, Estela (Lídia Brondi), filha de Edgard e Mafalda, é sequestrada, e Paulinho adoece gravemente. Esses dois fatos, somados ao roubo do interceptador, contribuem para que os vizinhos se unam cada vez mais e passem a ser mais tolerantes entre si. O detetive Sérgio (Ney Latorraca), policial encarregado do sequestro de Estela, desvenda o crime graças ao auxílio do ladrão do interceptador.

- No último capítulo de O Grito, há uma reunião entre todos os condôminos, durante a qual vários personagens assumem a autoria do roubo do interceptador, por diferentes razões. De todos os presentes, apenas Sérgio sabe a real identidade do ladrão. O detetive, no entanto, decide encerrar o inquérito sem processá-lo, argumentando que ele acabou prestando um grande serviço a todos ao ajudar a resgatar a filha de Edgard.

- No meio da reunião, Marta é avisada de que Paulinho morrera durante o sono. Todos os moradores se unem para providenciar o velório e a cremação do menino. Durante a cerimônia, cada um deles relembra a própria infância e se arrepende dos seus atos. Marta decide espalhar as cinzas do filho por todos os bairros em que viveu e foi expulsa durante os anos. Na cena final, ela sobrevoa São Paulo de helicóptero, atirando punhados de cinzas sobre a cidade. Gritos idênticos aos de Paulinho são ouvidos enquanto a câmera passeia por sobre os prédios. Na tela, surgem as palavras: “E a semente vai germinar, brotar, crescer, florescer e dar frutos”.

GALERIA DE PERSONAGENS

EDGARD (Leonardo Villar) – Industrial, proprietário do Edifício Paraíso, construiu o prédio no terreno pertencente à família de sua mulher, Mafalda (Maria Fernanda), com quem se casara por interesse. Esconde seu passado humilde a qualquer preço. Seu universo está centralizado no apartamento e na metalúrgica. Morador da cobertura.

MAFALDA (Maria Fernanda) – De tradicional família paulista, nasceu e cresceu no palacete derrubado para a construção do Edifício Paraíso. Despreza a mistura de classes, por isso evita se relacionar com os vizinhos. A exceção é Midori (Midori Tange), com quem negocia pérolas japonesas. Obcecada por dinheiro, traz de suas viagens objetos para revender. Controla todos os passos do marido, Edgard (Leonardo Villar), por quem é apaixonada. Moradora da cobertura.

ESTELA (Lídia Brondi) – Filha de Edgard (Leonardo Villar) e Mafalda (Maria Fernanda), não compartilha os mesmos princípios e idéias dos pais. Influenciada pelo namorado Guilherme (Guto Franco), por quem é apaixonada, luta para se impor diante do mundo tradicional da mãe e da alienação do pai. Moradora da cobertura.

ARLETE (Heloísa Raso) – Empregada da família de Edgard (Leonardo Villar). Moradora da cobertura.

GILBERTO (Walmor Chagas) – Antropólogo, escreve uma tese sobre São Paulo e todos os seus aspectos. Casado com a pintora Lúcia (Isabel Ribeiro), é um homem comunicativo, compreensivo e alegre, sempre atento aos direitos da comunidade. Por conta de suas características, funciona como uma espécie de cérebro do Edifício Paraíso. Morador do apartamento 901.

LÚCIA (Isabel Ribeiro) – Pintora, é uma mulher inteligente e simples, casada com o antropólogo Gilberto (Walmor Chagas) e mãe de Marina (Françoise Fourton), Guilherme (Guto Franco) e Bento (Ricardo Garcia). Principal admiradora do marido, não suporta o preconceito e a intolerância que norteiam alguns moradores do Edifício Paraíso. Diverte-se com os três filhos e está sempre procurando manter o equilíbrio familiar. Moradora do apartamento 901.

MARINA (Françoise Forton) – Estudante de comunicação, herdou dos pais, Gilberto (Walmor Chagas) e Lúcia (Isabel Ribeiro), o senso de justiça. Não tolera qualquer ameaça ao direito do outro e está sempre tentando conscientizar o namorado, Rogério (João Paulo Adour), de suas responsabilidades sociais. Defensora da posição atuante da mulher no mundo contemporâneo. Moradora do apartamento 901.

GUILHERME (Guto Franco) – Jovem inteligente, filho de Gilberto (Walmor Chagas) e Lúcia (Isabel Ribeiro). Deseja ingressar na faculdade de Física. Namora Estela (Lídia Brondi), por quem é apaixonado. Morador do apartamento 901.

BENTO (Ricardo Garcia) – Menino esperto e muito crítico, filho caçula de Gilberto (Walmor Chagas) e Lúcia (Isabel Ribeiro). Seu sonho é apostar uma corrida de bicicletas no Minhocão, famosa via expressa de São Paulo. Morador do apartamento 901.

OTÁVIO (Edson França) – Homem preconceituoso e intolerante, funcionário aposentado de uma empresa estatal, casado com Dorotéia (Reginna Viana). Reserva dois quartos de seu apartamento para os diversos poodles que cria. Síndico do Edifício Paraíso, controla a vida de todos os moradores. Sente-se humilhado pela superioridade de Edgard (Leonardo Villar) e incomodado pela inferioridade de alguns proprietários e inquilinos. Morador do apartamento 902.

DOROTÉIA (Reginna Viana) – Mulher bonita e sensual, compensa suas frustrações de casamento com Otávio (Edson França) em visitas infindáveis aos salões de beleza. Nutre uma paixão secreta por Orlando (Marcos Paulo), o vizinho do sétimo andar. Moradora do apartamento 902.

JACIRA (Maria das Graças) – Empregada da casa de Otávio (Edson França) e Dorotéia (Reginna Viana), desafia as regras de comportamento impostas pelo síndico, pois sabe que a patroa não pode dispensar seus serviços. Moradora do apartamento 902.

SEBASTIÃO (Castro Gonzaga) – Fazendeiro aposentado, casado com Branca (Ida Gomes), vive da nostalgia do campo, que abandonou por causa do filho Agenor (Rubens de Falco). Homem simples e religioso, passa os dias sentado no saguão do edifício procurando se relacionar com os vizinhos, que passam sem lhe dar muita atenção. Morador do apartamento 801.

BRANCA (Ida Gomes) – Mulher extremamente religiosa, casada com Sebastião (Castro Gonzaga). Preocupa-se com a felicidade do filho, Agenor (Rubens de Falco), que acredita ser a sua cruz. Moradora do apartamento 801.

AGENOR (Rubens de Falco) – Jovem bancário, tenta esconder de seus pais, Branca (Ida Gomes) e Sebastião (Castro Gonzaga), a sua homossexualidade. Leva uma vida dupla. Durante o dia, é discreto e calado. À noite, adota um comportamento extravagante e diverte-se com a observação do comportamento alheio pelos bares da cidade.

DÉBORA (Tereza Rachel) – Atriz decadente, sofre com a solidão e a insegurança. Apesar de manter sua beleza, não suporta a ideia de envelhecer. Por isso, recusa- se a revelar sua idade. Conta com a companhia de Albertina (Ruth de Souza), que fora sua babá na infância. Nutre um amor platônico por Gilberto (Walmor Chagas). Moradora do apartamento 802.

ALBERTINA (Ruth de Souza) – Antiga empregada da casa de Débora (Tereza Rachel), herdou uma pequena fortuna com a morte do patrão. Prevendo a decadência da atriz, que sempre esbanjou seu dinheiro, comprou o apartamento em que vivem. Protege Débora como se fosse sua filha, mas, para outros, é apenas sua empregada de confiança. Deixa que os vizinhos pensem que a atriz é a dona do imóvel. Moradora do apartamento 802.

SENHOR (Francisco Dantas) – Milionário, pai de Débora (Tereza Rachel), tinha um grande carinho pela filha, que o considerava o homem perfeito. Aparece apenas nas recordações frequentes da atriz. Participação especial. Morador do apartamento 802.

CARMEM (Yara Cortes) – Viúva religiosa e severa, intromete-se na vida de todos os vizinhos, com quem discute frequentemente. Divide o apartamento com o filho, Mário (Roberto Pirillo), a nora, Laís (Suely Franco), e os netos, mas faz questão de deixar claro que os está hospedando. Desconfiada, mantém os armários de casa trancados e chega a colocar cadeado na geladeira. Morador1 do apartamento 701.

MÁRIO (Roberto Pirillo) – Filho de Carmem (Yara Cortes), é formado em contabilidade e trabalha como subgerente numa agência bancária. Esforça-se para sustentar a mulher, Laís (Suely Franco), e os filhos. Não desafia a pressão materna, mas sonha em morar com a família num apartamento próprio. Morador do apartamento 701.

LAÍS (Suely Franco) – Mulher de Mário (Roberto Pirillo), vive uma crise em seu casamento, resultado da opressão que sua sogra exerce sobre a família. Luta para salvar seu relacionamento e também seu marido, que vê sendo destruído pela mãe, mas tem consciência de que isso só será possível quando se afastarem de Carmem (Yara Cortes). Moradora do apartamento 701.

NAIR (Jacira Silva) – Empregada de Carmem (Yara Cortes), é perseguida e vigiada pela patroa que desconfia de sua idoneidade. Morador1 do apartamento 701.

ROGÉRIO (João Paulo Adour) – Jovem tímido e introspectivo, veio do interior para estudar em São Paulo. Recém-formado em Arquitetura, trabalha numa grande empresa. Adaptado à vida na cidade grande, incomoda-se apenas com a poluição sonora e a poluição visual. É apaixonado por Marina (Françoise Forton). Morador do apartamento 702.

ORLANDO (Marcos Paulo) – Médico recém-formado e competente, trabalha num posto de saúde num bairro pobre da cidade. Tem plena consciência de sua responsabilidade social. Mulherengo, mantém romances passageiros com diversas vizinhas do Edifício Paraíso, sem nunca assumir um compromisso com qualquer uma delas. Morador do apartamento 702.

KÁTIA (Yoná Magalhães) – Mulher bonita e desquitada, desperta os comentários maldosos dos moradores do Edifício Paraíso que não aprovam seu comportamento. É uma das sobreviventes do incêndio que destruiu o Edifício Joelma, em 1974, e as lembranças da tragédia ainda a perseguem. Trabalha numa grande loja como secretária executiva. Moradora do apartamento 101.

MIDORI (Midori Tange) – Mulher reservada, veio do Japão ainda criança acompanhando os pais, que trabalham como agricultores no interior. A busca por uma oportunidade profissional melhor a levou para São Paulo, onde, além de trabalhar como aeromoça, comercia pérolas e objetos japoneses com Mafalda (Maria Fernanda), a moradora da cobertura do Edifício Paraíso. Moradora do apartamento 102.

MARTA (Glória Menezes) – Ex-freira, viúva, mãe de Paulinho (Marcos Andreas), um menino de 11 anos, deficiente mental. Enfrenta o preconceito e a intolerância dos moradores, que, importunados pelos gritos de seu filho durante a noite, desejam expulsá-lo do edifício. O sofrimento e a ausência de vaidade fazem com que aparente mais idade do que tem. Apesar de tudo, é uma mulher forte, que incomoda as pessoas com sua franqueza. Moradora do apartamento 104.

PAULINHO (Marcos Andreas) – Filho de Marta (Glória Menezes), sofre de deficiência mental. Não se locomove, nem fala, e tem pouco tempo de vida. Os gritos que dá durante a noite abalam o Edifício Paraíso, incomodando a maioria dos moradores. Morador do apartamento 104.

HENRIQUE (Otávio Augusto)­ – Falecido marido de Marta (Glória Menezes), era funcionário do Ministério da Agricultura. Quando morreu, deixou uma pequena herança para a família, com a qual a mulher comprou o apartamento. Aparece apenas em flashbacks.

FRANCISCO (Sebastião Vasconcelos) – Zelador do Edifício Paraíso, veio do Rio Grande do Norte para trabalhar na construção do prédio. Exigente com os empregados, mantém a ordem no edifício como se fosse o dono do imóvel. Morador do apartamento 1.

SOCORRO (Eloísa Mafalda) – Mulher de Francisco (Sebastião Vasconcelos), sonha voltar para sua cidade no Rio Grande do Norte. Preocupa-se com a beleza da filha Pilar (Elizabeth Savala), que incomoda as moradoras do Edifício Paraíso. Moradora do apartamento 1.

PILAR (Elizabeth Savala) – Filha de Francisco (Sebastião Vasconcelos) e Socorro (Eloísa Mafalda), é uma jovem bonita e ambiciosa, estudante de Medicina. Sonha em ser rica, e para isso tenta seduzir Edgard (Leonardo Villar), proprietário do prédio e morador da cobertura. Moradora do apartamento 1.

LÁZARA (Chica Xavier) – Cozinheira de Edgard (Leonardo Villar) e Mafalda (Maria Fernanda), mora com a família num apartamento térreo do Edifício Paraíso. Preocupada com a educação do filho, Jairo (Cosme dos Santos), sua maior alegria é ter saído da favela. Moradora do apartamento 2.

JAIRO (Cosme dos Santos) – Jovem inteligente, filho de Lázara (Chica Xavier), vende flores nas ruas para ajudar no orçamento familiar. Morador do apartamento 2.

OSWALDO (Flávio Migliaccio) – Porteiro e faxineiro do Edifício Paraíso, costuma esconder de Francisco (Sebastião Vasconcelos) os deslizes inocentes de alguns moradores. Mora no subúrbio com a mulher Cleonice (Carmem Alvarez).

CLEONICE (Carmem Alvarez) – Mulher de Oswaldo (Flávio Migliaccio), vive com o medo permanente de ser assaltada.

SÉRGIO (Ney Latorraca) – Delegado de polícia, encarregado do setor de contrabando. Instala-se em um pequeno apartamento em frente ao Edifício Paraíso para investigar possíveis integrantes de uma quadrilha. Vive atormentado pela morte da irmã, envolvida com drogas. Sua dedicação à profissão fez com que sua noiva, Cleide (Carmem Monegal), o abandonasse, relegando-o a uma vida solitária. Ao longo da trama encarrega-se também do seqüestro de Estela (Lídia Brondi).

CLEIDE (Carmem Monegal) – Noiva de Sérgio (Ney Latorraca), não compreende sua dedicação excessiva ao trabalho. Abandona-o por sentir-se preterida.

CAIO (Paulo Gonçalves) – Colega de Sérgio (Ney Latorraca), ajuda-o nas investigações sobre a quadrilha de contrabandistas.

INVESTIGADOR (Antonio Ganzarolli) – Substituto de Sérgio (Ney Latorraca) no posto de observação do Edifício Paraíso.

HOMEM (Tonico Pereira) – Visitante misterioso de Midori (Midori Tange).

GRANDALHÃO (Tony Ferreira) – Dono de uma cadeia de lojas de jogos eletrônicos, é alvo das investigações de Sérgio (Ney Latorraca).

OLÍMPIA (Lourdes Mayer) – Mãe de Edgard (Leonardo Villar), é mantida pelo filho num pensionato para senhoras. Representa um passado que o industrial não deseja revelar. Por isso, apesar de seus apelos, nunca foi apresentada à nora e à neta.

MARIA (Pepa Ruiz) – Acompanhante de Olímpia (Lourdes Mayer).

DOLORES (Esther Mellinger)

PROFESSOR (Ziembinski)



E MAIS:

Reginaldo Vieira

Lajar Muzuris

Esconder


PRODUÇÃO

- As gravações foram realizadas em vários locais característicos de São Paulo, como o elevado Costa e Silva. Já a fachada do Edifício Paraíso foi montada em frente ao prédio da TV Globo, no Rio de Janeiro.


CURIOSIDADES

- O Grito gerou reações extremas e muita controvérsia. Os moradores de um edifício em Ipanema, no Rio, aparentemente se deixaram influenciar pela novela e tentaram expulsar uma criança excepcional, ato que revoltou o autor Jorge Andrade.

- A história causou indignação em São Paulo, onde muitos julgaram que o objetivo do autor era criticar a capital paulista. Jorge Andrade rebateu, explicando que sua intenção tinha sido mostrá-la como é: “Dura, fechada, fria.” O protesto chegou ao Congresso, por meio de um deputado que fez um pronunciamento contra o que considerava distorção da imagem da cidade.

- A atriz Elizabeth Savala (Pilar) engravidou durante a novela, e conseguiu manter em segredo a gravidez sem prejuízo para o personagem.

- A novela foi o primeiro trabalho da atriz Lídia Brondi, ainda adolescente, na TV Globo.


TRILHA SONORA

- A trilha sonora teve diversas faixas compostas e executadas pelo maestro e saxofonista Victor Assis Brasil, incluindo o tema de abertura da novela. Outro destaque é Um Por Todos, parceria de João Bosco e Aldir Blanc, gravada por Elis Regina.

NACIONAL

01.Lá Vou Eu - Rita Lee (tema de locação: São Paulo)
02.Um Por Todos - Elis Regina
03.A Lua e Eu - Cassiano (tema de Sérgio)
04.Tema Em 5/4 - Victor Assis Brasil
05.Noite Vazia - Ângela Maria (tema de Marta)
06.O Grito - Victor Assis Brasil (tema de abertura)
07.Amor, Amor - Marília Barbosa (tema de Pilar)
08.Não Corra Atrás do Sol - Luiza Maria
09.Berceuse - Trio Radamés Gnattali
10.Saborearei - Luli e Lucinha
11.Vice-versa - Victor Assis Brasil

INTERNACIONAL

01.True Love - Steve McLean (tema de Pilar e Sérgio)
02.Inseparable - Natalie Cole
03.Breezy - The Jackson Five
04.Fly, Robin, Fly - Silver Convention (tema de locação)
05.E Siamo Qui - Wess & Dori Ghezzi (tema de Laís e Mário)
06.Time Is Over - Harris Chalkitis
07.Hey Girl (Tell Me) - Bobby Wilson (tema de Lúcia)
08.Tenderness - Twins (tema de Marina)
09.So In Love With You - Leroy Hutson (tema de Rogério)
10.We Will Make It Tonight - Carol Douglas
11.Era Giá Tutto Previsto - Riccardo Cocciante (tema de Débora)
12.Picture Us - Bunny Sigler (tema de Kátia e Agenor)
13.Island Girl - Elton John
14.Everyday I Have To Cry Some - Arthur Alexander


MATÉRIA DE REVISTA DA ÉPOCA



























fonte:memoriaglobo.com

Um comentário:

  1. Nossa muito bom.... vc era fã dessa novela? Tem tudo.... Eu adoro tb... pena q na Globo só tem 4 capítulos... consegui compra-los, relíquia!!! Abs

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