sábado, 2 de outubro de 2010

NOVELA: OS ACORRENTADOS (1969)

Os acorrentados foi uma telenovela brasileira produzida pela TV Rio e também exibida pela TV Record entre janeiro e maio de 1969. Foi escrita por Janete Clair e dirigida e produzida por Daniel Filho.
Um guerrilheiro não pensa apenas na tomada do poder. O amor pode acontecer em meio à luta. É o que se pensa com um chefe revolucionário, empenhado na derrubada do governo de seu pais, a Jamaica.
Ele jamais poderia esperar que, quando invadisse aquele convento, estaria começando a perder a batalha do coração. E perdeu. A noviça ingênua que lá encontrou não mais saiu de seu pensamento. Mostrou-se carinhoso com a madre-superiora, que ficava ferida na invasão. Com a noviça foi muito diferente, chegando mesmo a ter com ela séria discussão. Vitorioso o Movimento, o chefe retorna à vida normal, e a noviça continua no convento. Um estranho sentimento recíproco começa, então, a dominá-los. Estavam apaixonados, mas na vida dele já havia uma outra.


LEILA DINIZ E LEONARDO VILLAR: UM AMOR GUERRILHEIRO


Na Jamaica, um guerrilheiro chamado Rodrigo busca refúgio num convento onde violenta a Irmã Amparo de Fátima, que, grávida, é expulsa e passa a desenvolver uma relação de amor e ódio com seu algoz.

ELENCO

Leila Diniz .... irmã Amparo de Fátima
Leonardo Villar .... Rodrigo
Dina Sfat .... Isabel
Betty Faria .... Sônia Maria
Sérgio Galvão .... Henry
Yara Cortes .... Mônica
Oswaldo Loureiro .... William
Geny Prado .... Helena
Paulo Gonçalves .... Frederico
Renato Master .... Blasco Ibañez
Ênio Carvalho .... Pedro
Adalberto Silva .... Santiago
Léa Garcia .... irmã Serafina
Ivone Hoffman .... irmã Lúcia
Monah Delacy .... madre superiora


CURIOSIDADES

Foi uma telenovela exibida pela TV Rio em horário nobre no Rio de Janeiro e, pela TV Record, em horário inferior (meio-dia) em São Paulo.

No período em que escrevia os últimos capítulos de Passo dos Ventos e os primeiros de Rosa Rebelde, Janete Clair prestou uma ajuda a Daniel Filho que, fora da Rede Globo, tentava dirigir a TV Rio, que estava em um período de decadência. Escondida da Globo, ela elaborou o enredo de Acorrentados para ser exibida na emissora concorente, um de seus mais obscuros trabalhos.

Os acorrentados foi ao ar em São Paulo pouco tempo depois de sua exibição no Rio. Enquanto era apresentada na Record, a Globo já exibia Rosa Rebelde, com a mesma autora e o mesmo diretor.

Com elenco estelar, foi a estréia de Betty Faria em telenovelas.

A telenovela não teve um final devido ao atraso nos pagamentos da TV Rio, ao abandono das gravações de alguns atores e à recontratação de Daniel Filho pela Globo.

Em seu livro Antes que me esqueçam (Editora Guanabara, 1988), Daniel Filho falava sobre Acorrentados, que tinham scripts convencionais. Dina Sfat, que estava no elenco, era uma atriz que nunca tinha feito televisão e atuava muito bem no cinema, já que na época estava filmando Macunaíma. Eram terríveis as condições de trabalho. A audiência, tanto no Rio como em São Paulo, era de poucos pontos, um caso raro para uma telenovela com história razoável, ótimo elenco e a maestria de uma grande autora.

A telenovela teve música original composta por Mário Litwin. Era um luxo na época, pois apenas na década de 1970 a Globo passaria a convidar compositores para criar a trilha sonora de suas novelas. Hoje essa prática não é mais utilizada.


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